I wish I was a neutron bomb
for once I could go off
I wish I was a sacrifice
but somehow still lived on
I wish I was a sentimental
ornament you hung on
the Christmas tree, I wish I was
the star that went on top
I wish I was the evidence
I wish I was the grounds
for fifty million hands up raised and opened toward the sky
I wish I was a sailor with
someone who waited for me
I wish I was as fortunate
as fortunate as me
I wish I was a messenger
and all the news is good
I wish I was the full moon shining
off a camaro’s hood.
I wish I was an alien
at home behind the sun
I wish I was the souvenir
you kept your house key on
I wish I was the pedal break
that you depended on
I wish I was the verb to trust
and never let you down
I wish I was the radio song
the one that you turned up
I wish, I wish, I wish, I wish
I guess it never stops
Thursday, May 1, 2008
A chave do mistério
No outro dia descobri a chave do mistério. “Mas que mistério?”, pergunta o leitor.
É sabido que, nos últimos três anos, o número de militantes do PCP aumentou consideravelmente. Como explicar esta agradável surpresa?
Depois de muito reflectir, cheguei à seguinte conclusão: a Floribella está a criar, nos meandros da SIC e nas barbas do presidente Balsemão, uma nova geração de comunistas que, ao que parece, poderá fazer frente a Manuela Ferreira Leite nas eleições legislativas de 2029, quando a “futura” líder do PSD tiver a bonita idade de 89 anos.
Trata-se de um projecto engenhoso levado a cabo pelo PCP, designadamente pelas mais altas patentes do partido com o intuito de explicitar desde cedo às crianças, os princípios ideológicos subjacentes ao comunismo. Floribella, sob a capa de uma menina ingénua e pura, é na verdade uma militante do Partido Comunista Português, que para além de marcar presença em todos os comícios, gostaria de ter um bigode tão formoso e moderno como o seu ídolo, Estaline.
O método utilizado por Floribella não deixa de ser curioso: compor músicas, cujo teor assente na luta de classes preconizada por Karl Marx, e repeti-las desenfreadamente. Se não, atente-se nas seguintes passagens da música “Pobres dos Ricos” (título suspeito, hã?):
Pobres dos Ricos, que tanto têm
P’ra que é que serve tanto dinheiro?
Não tenho nada
Mas tenho, tenho tudo
Sou rica em sonhos
E pobre, pobre em ouro
Pobres dos ricos, que sem verdade
Vivem a vida sem liberdade.
Eu tenho sorte, pois sendo pobre
Sobra-me tempo e tenho sonhos.
Assim, é seguro que as crianças memorizem as letras e que consigam captar a mensagem codificada, com a ajuda de pais e professores (aqui está carácter pedagógico, que Floribella também não se esqueceu). Já com os conceitos comunistas apreendidos, as crianças efectuam uma obstinada chantagem emocional a pais e professores. “Ou és comunista, ou não vou à escola”, atiram aos pais ou “Ou és comunista, ou não vou fazer as contas de dividir ao quadro”, atiram aos professores. Segundo dados recentes divulgados na semana passada pelo INE, as “crianças ficam de tal modo embirrentas e insuportáveis, que pais e professores já não tolerando mais, se vêem na obrigação sair apressadamente dos seus locais de trabalho em direcção à sede do PCP, onde se alistam imediatamente ao partido”. O número de militantes cresce de ano para ano, proporcionalmente com as audiências da telenovela.
É, de facto, um esquema habilidoso que só um partido com a inteligência e a criatividade do Partido Comunista Português teria a capacidade de engendrar.

Subscribe to:
Comments (Atom)