"Porque não te calas?". É interessante perceber como é que uma frase tão simples, banal se tornou numa das mais mediáticas frases dos últimos tempos.
Tudo começa com uma construtiva e erudita troca de ideias e opiniões entre um indivíduo que governa de forma autoritária a Venezuela e que se dá pelo nome de Hugo Chavéz e o primeiro-ministro de Espanha, José Luís Zapatero durante a XVII Cimeira Ibero-Americana. Hugo Chavéz com a sua obstinada obsessão a George W. Bush, resolve descambar a animada conversa com o seu homólogo espanhol e chamar fascista a José Maria Aznar, ex-primeiro-ministro espanhol, por este ter feito uma coligação com as tropas americanas aquando da invasão ao Afeganistão. O caldo entornou-se! Zapatero assumiu uma posição politicamente correcta (tentativa de auto-promoção?) e defendeu o seu compatriota e o Rei já farto daquela conversa de chacha e a fervilhar de impaciência decide mandar calar Hugo Chavéz. "Porque não te calas?" - bradou o Rei e, desta feita, o ditador assentiu perante todos os membros da Cimeira.
"Porque não te calas?" só se tornou mediática dado o estatuto (?) do remetente e do destinatário. O remetente é só o Rei de Espanha (coisa pouca) e o destinatário um ditadorzeco proveniente da Venezuela.
Epá... isto cheira-me a uma peça de teatro. Boa, é isso mesmo! Um dia destes pergunto à professora de Português se podemos reconstituir a cena. Portanto, os actores principais são o Rei e o Chavéz e o actor secundário, o Zapatero. Será uma excelente forma de nos apercebermos das inúmeras falácias argumentativas que estes tipos cometem.
Em 2009, a Cimeira Ibero-Americana será em Portugal e devo desde já alertar que não será de todo uma má ideia encomendar uma caixa de bananas da Venezuela ou da Madeira (relativamente à ingestão massiva de bananas provenientes destas regiões está cientificamente provado que o resultado é o mesmo tendo como efeitos secundários o facto de a pessoa se transformar em bobo, em pateta alegre; um exemplo elucidativo é Alberto João Jardim) e é só pôr-lhe umas quantas na boca.

Hugo Chavéz: "O Bobo Venezuelano"







